EU EM TUAS MÃOS E TU AOS MEUS PÉS
Sinto tuas mãos tocando minha pele...
Em alguns minutos as horas
Se tornam eternas.
Movimentos das pontas dos dedos
Procuram retorno desejado
Em cima
Do meu corpo suado..
As mãos que se espalham
Por toda parte.
Soluços langorosos ao pé do ouvido,
Perco-me e solto
Os meus sentidos,
Todos em alarme;
Espasmos calorosos e desnudos...
Eu solto.
Minhas defesas desarmadas;
Entrego meu corpo todo nu,
Faças o que tens vontade.
As tuas mãos continuam a regozijar-me
Num sonho de volúpia
Que foi além do total.
E tu, agora tão longe,
Ai, que não me seguro.
Sinto febre delirante,
Febre dos teus toques;
Um toque firme, sedutor,
Maduro!
Em ébrios transes eu queimo
Em nossa cama....
Já pronta, eu, nua espero
Por tuas mãos,
Que me deixa em choque
Completo...
Mesmo de tão longe
Sinto-te aqui.
Minhas mãos em tua pele;
Minhas mãos a te despir.
As pontas dos dedos tocando
O calor do teu corpo suado.
Minhas mãos que se espalham,
Procurando pontos delicados.
Soluças ao pé do meu ouvido.
Todos os meus sentidos
Procurando o teu prazer mais completo.
Entregas-te a mim
E sinto os seus espasmos
No instante em que te penetro.
Acabo com tuas defesas.
Sobre teu corpo nu
Sacio minhas vontades.
Minhas mãos te agarram:
Um sonho louco,
Um desejo de verdade.
E agora, mesmo de tão longe,
Sinto o calor
Da tua febre delirante.
Toco a pele macia
Enquanto invado tuas entradas e saídas;
Teus lugares proibidos e excitantes.
Em ébrios transes me queimas.
Esguichas para mim;
Por mim teu prazer se derrama.
E nem parece ter sido um sonho,
Um delicioso sonho contigo,
Quando acordo sozinho
Em minha cama!
Dejane Matos / Wander Rodrigues
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